Propaganda eleitoral na web extrapola sites oficiais de campanhas


Apesar da restrição do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que só permite a propaganda eleitoral na web nos sites oficiais de campanha, a busca pelos votos dos internautas invade blogs e redes sociais. Em São Paulo, os principais candidatos a prefeitura já iniciaram a batalha judicial para evitar o que consideram excessos.

O primeiro a se manifestar foi o atual prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM). Sua coligação entrou com representação contra a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) por conta de vídeos no site tucano que estavam hospedados no YouTube. A Justiça Eleitoral aceitou a ação e determinou a retirada dos vídeos, que passaram a ser hospedados no próprio site de Alckmin.

A campanha de Marta Suplicy (PT), por sua vez, também recorreu à Justiça para que Kassab retirasse do seu site de campanha links que remetiam o internauta a páginas fora do oficial. Mais uma vez, os juízes aceitaram o pedido.

No entanto, uma busca pelo nome da candidata petista no Orkut, o mais popular site de relacionamentos do país, a pesquisa mostra mais de 500 perfis como sendo da ex-ministra. A busca por nomes de Alckmin e de Kassab também mostram resultados expressivos.

Até em supostas novidades da web, como o miniblog Twitter, são usados como “arma” para angariar mais votos para os candidatos. Marta e Alckmin possuem supostas contas no site, mas sem atualizações constantes.

As assessorias dos candidatos negam que os perfis, tanto no Orkut quanto no Twitter, sejam oficiais.

Segundo a assessoria de Marta, um levantamento realizado antes da campanha identificou cerca de 30 perfis da petista considerados como “fidedignos”. Na ocasião, a coordenação da campanha informa ter solicitado ao Google, que administra o Orkut, a retirada dos perfis.

Rio

Mais flexível com relação à propaganda eleitoral na web, o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) divulgou uma resolução no fim de maio ampliando as possibilidades de campanha na web. De acordo com a decisão do tribunal fluminense, candidatos podem utilizar recursos como blogs e redes sociais como ferramentas de propaganda eleitoral.

O candidato a prefeito do PV, Fernando Gabeira, explora bem estas possibilidades. Além da página de campanha, mantém uma página pessoal, com blog, notícias, fotos e vídeos sobre ele.

Eduardo Paes (PMDB) é outro que vai além do site oficial. O candidato possui uma conta no site de fotos Flickr para divulgar imagens de sua campanha.

A maior liberdade concedida pelo TRE-RJ, no entanto, parece ser exceção. Consulta feita ao TSE sobre regras específicas para campanhas em blogs e redes sociais não foi reconhecida pelos ministros do órgão.

A decisão dos ministros é de que as análises durante a campanha devem ser feitas pela Justiça Eleitoral a partir de casos concretos, ou seja, os casos serão analisados um a um.

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Presidente da Microsoft defende investimentos agressivos na Web


O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, defendeu nesta quinta-feira que a companhia precisa fazer agressivos investimentos na sua divisão de Internet como forma de competir com o Google e afirmou que tais movimentos poderão impulsionar o valor da companhia ao longo do tempo.

Falando em um encontro anual de analistas de Wall Street na sede da companhia, Ballmer disse que os negócios online da empresa poderiam eventualmente gerar a maior parte do valor de mercado desta que é hoje a maior empresa de software do mundo.

“Nós temos uma oportunidade de criar, ao acompanhar este mundo onde tudo se torna digital, o que será certamente 40, 50, 60 por cento ou mais do nosso valor econômico total hoje”, disse Ballmer aos analistas.

O executivo afirmou que a estratégia de perseguir uma fusão total ou parcial com o Yahoo no ano passado refletiu a importância que os anúncios em serviços de busca na Internet ganharam.

“Boa parte das nossas discussões sobre o Yahoo envolve este ponto mais do que qualquer outro”, disse ele, acrescentando depois: “Esta é uma corrida de dois cavalos. Isso é o que define Microsoft e Google.”

Ballmer foi chamado a explicar a estratégia de Internet da Microsoft depois da companhia anunciar, um dia antes, que o chefe dessa divisão, Kevin Johnson, estava deixando a companhia para assumir o posto de presidente-executivo da Juniper Networks.