Empresários do PR descobrem a importância da inovação

Projeto Agentes Locais de Inovação

Mais de 2,5 mil empreendedores já foram sensibilizados sobre como a inovação afeta a competitividade. Agentes Locais de Inovação levam a prática ao cotidiano das empresas.

Cerca de 2,5 mil empresários paranaenses já foram sensibilizados sobre como a inovação pode ser um ponto-chave no aumento de competitividade de uma micro ou pequena empresa. Cerca de 35% dessas empresas concordaram em participar do Projeto Agentes Locais de Inovação, que tem por objetivo inserir a prática da inovação no cotidiano das empresas. Esse é um dos resultados da atuação de jovens recém-formados capacitados para atuarem no Projeto, uma iniciativa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional), do Sebrae/PR e da Fundação Araucária, com o apoio da Secretaria de Ciência,  Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná.
Em um ano, 30 agentes locais de inovação percorreram empresas nas regiões centro-sul, noroeste, norte, oeste e sudoeste levando a cultura da inovação às micro e pequenas empresas paranaenses. Segundo conceitos atualmente aceitos, a inovação pode se dar no desenvolvimento de produtos, desenvolvimento de processos, ações de marketing e ações no desenvolvimento organizacional das empresas. Aliada à gestão da qualidade, a inovação pode ser uma solução que contribuirá decisivamente para o aumento da competitividade de uma micro e pequena empresa e que, muitas vezes, não requer um alto investimento.
“O balanço que fazemos desse um ano de projeto é positivo. Estamos formando 30 profissionais em um campo visivelmente carente na gestão empresarial, que é a gestão da inovação. Eles serão profissionais com incomum preparação para atuar em inovação, na medida em que receberam capacitação de alto nível nesse campo”, avalia o consultor do Sebrae/PR e coordenador estadual do projeto, Olavio Schoenau.
Na primeira semana de junho, os agentes locais de inovação participaram de um workshop na sede do Sebrae/PR em Curitiba. O encontro foi realizado para fazer um balanço dos resultados alcançados pelos agentes locais durante a execução do projeto, que completa um ano neste mês de junho e é piloto no Brasil.

 

Os profissionais também receberam orientações sobre alterações no Sistema de Monitoramento e Gestão, principal ferramenta de acompanhamento da evolução do projeto. Na oportunidade, foram repassados os primeiros resultados alcançados mediante a aplicação do diagnóstico gerencial e da mensuração do grau de inovação das empresas. 

Os agentes locais também acompanharam uma apresentação de técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que prestam suporte técnico aos agentes locais. Entre os temas abordados foram destaque a ampliação regional do atendimento – aproveitando a capilaridade dessas instituições – e orientações sobre o registro de marcas e patentes. Também foi discutida a disponibilização de linhas de crédito para atender as demandas das empresas, quer sejam para seus ajustes internos, quer sejam para ampliações na infraestrutura de produção. A Agência de Fomento do Estado do Paraná participou desses debates.
De acordo com o coordenador estadual do projeto, a realização do workshop foi uma forma de atualizar informações e trocar experiências. “Simultaneamente à realização do projeto, surgiram novas ferramentas e era preciso fazer esse repasse aos agentes locais. Um projeto-piloto sempre cabe aperfeiçoamento”, explica Schoenau. 

 

Thatyana Kishida, 28 anos, é formada em Desenho Industrial – Projeto de Produto e atuou até o momento em empresas do setor do vestuário, na Grande Curitiba. “Ser uma agente local é importante, pois nós estamos tendo a oportunidade de auxiliar, na prática, os empresários sobre como a inovação pode ajudar a empresa crescer”, diz. Thatyana observa que a crise financeira mundial, que começou nos estados, ano passado, teve reflexos nos empresários das micro e pequenas empresas.

“Eles buscaram informações para enfrentar um momento de queda. Os empresários estavam conscientes que era preciso buscar soluções para enfrentar a crise, muitas vezes aprimorando um produto ou processo”, diz a agente local. 

Modelo

O projeto-piloto Agentes Locais de Inovação começou em 2008 com a preparação dos profissionais, que passaram por uma seleção de 1.595 candidatos, para levarem a cultura da inovação à realidade dos empresários.

Os selecionados para atuarem no projeto receberam informações sobre inovação e gestão da inovação; micro e pequenas empresas no Paraná e no Brasil; orientações na área comportamental; aplicação de diagnóstico empresarial; mensuração do grau de inovação, ferramentas de acesso a instituições financeiras; Sistema Sebrae e Sebrae/PR, entre outros temas. Com o conhecimento necessário, os agentes locais levaram orientações sobre a inovação a empresários dos setores da construção civil, vestuário e agronegócio.

Além do Paraná, o projeto-piloto está sendo realizado também no Distrito Federal. Com os bons resultados alcançados pelos agentes locais, o Sebrae Nacional decidiu recentemente levar essa experiência para a Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. “Serão 204 agentes locais levando a cultura da inovação para as micro e pequenas empresas nesses estados”, diz a consultora do Sebrae Nacional, Jô Palhano. “Muitos empresários acham que inovação não é pra eles. O agente local consegue fazer essa ponte e mostrar que é possível mudar um produto ou um processo e com isso inovar, melhorando a competitividade da empresa”, avalia a consultora.

Todo o trabalho dos agentes locais no Paraná foi monitorado por técnicos do Sebrae e começou com a elaboração de um diagnóstico para avaliar o estágio organizacional das empresas e, outro, para mensurar o grau de inovação em que a empresa se encontra. Depois desse processo, o agente local desenvolve, em parceria com o empresário, um plano de ação para inserir soluções inovadoras no ambiente da empresa, ligadas à gestão, atitude, desenvolvimento de produtos, processos e serviço. O agente local também pode auxiliar a aproximação dos empresários com entidades que desenvolvam ações na área de tecnologia. 

“Assinamos com a Fundação Araucária um aditivo para que o projeto prossiga por mais um ano, até junho de 2010. E todos os agentes locais, capacitados pelo projeto, continuarão levando a cultura da inovação para as micro e pequenas empresas paranaenses”, explica o consultor do Sebrae/PR e coordenador estadual do projeto, Olavio Schoenau.

Fonte: ASN

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